sexta-feira, 28 de setembro de 2012

ROBERTO NUNES em MEMÓRIA

O dia 26 de Setembro de 2012 ficou marcado em nossas vidas pela a perda de um grande amigo, que nos deixou por volta das 21h, após uma longa batalha contra uma doença terrível que tantas vidas têm ceifado nesse mundo cruel. O tal câncer nos levou mais um entre tantos que conhecemos.
Neste Texto, quero fazer uma homenagem ao nosso querido Roberto, homem inteligente, conhecedor de vários assuntos e que gostava de escrever sobre temas políticos e de esporte. Trago a tona nesse momento um dos belos textos escritos pelo nosso saudoso Roberto, texto esse que foi publicado em meu blog, com sua autorização é claro. Se deliciem com a leitura e vejam em cada palavra lembranças do irmão, companheiro e amigo ROBERTO NUNES.

 
 
BIRITA X SOBERANIA
 
Por: Roberto Nunes 
 
Fico meditando e não consigo chegar a uma conclusão que se justifique, talvez os caros leitores e internautas me mostrem justificativas convincentes, que levem dirigentes e políticos de um país livre e soberano se vergar às exigências de uma instituição como a FIFA, e suspender uma lei já aprovada pelo congresso nacional. Não entendo e não aceito que um país que pretende se firmar no cenário político internacional, como uma das grandes potências mundiais, se submeter às imposições de uma entidade sem nenhuma idoneidade e que recaem denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro contra vários de seus membros (Vejam denúncias na imprensa, inclusive internacional, contra o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira). A quem vai beneficiar a vergonhosa suspensão da lei que consta no estatuto do torcedor que proíbe o consumo e a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol e no entorno dos mesmos? Sei que o lobby é pesado, e que envolve cifra$ a$tronômica$ que nós pobres mortais não podemos mensurar, sei também que há vários interesses por trás desta medida para suspender a referida lei. Como no nosso  país o que impera é a" lei de Gerson", há muitos espertos levando vantagem nesta virada de mesa, e eu pergunto: que tal revogar a constituição federal enquanto durar a "dinastia Blatter no Brasil"? 
Será que vai deixar de existir crimes de homicídios, confusões nos estádios e acidentes de trânsito causados pelo consumo de álcool, enquanto durar a copa?
E o ministério da saúde que não se pronuncia sobre o assunto? Aliás, nenhum ministério neste governo tem autonomia para apitar nada, quem apita este jogo é Dilma e Blatter com a coadjuvação do deputado federal Aldo Rebelo. Não me recordo quem disse: "O Brasil é uma republiqueta das bananas", este alguém estava enganado, pois o correto seria: "O Brasil é uma republiqueta de bananas".
Romário Farias, ex-futebolista, um dos mais brilhantes de sua época e agora deputado federal disse: "Esta copa de 2014 vai ser uma m....!, e será o maior roubo da história". Onde foi mesmo que eu li, que no Brasil o futebol é coisa séria?
  
Texto original em seu blog:  blog:  http://peladasnanet-eca.blogspot.com.br/  
 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Regra 18 decreta fim da comemoração do gol

As 17 regras do futebol são perfeitas. O que complica muito é que é aplicada por seres humanos e há muitos detalhes apenas interpretativos.
Mas se ler com atenção verá que elas são perfeitas. Pune com expulsão jogador violento já na primeira falta, não precisa esperar a segunda. Os árbitros muitas vezes esperam mais do que a segunda para tomar uma decisão.
Prevê choque, mas não falta desleal que deve ser coibida pela arbitragem.
Mas pelo bem do jogo e do famigerado chato politicamente correto que tomou conta do mundo atual, agora inventaram uma regra que não está escrita, mas que é cumprida à risca por árbitro sem coragem de enfrentar algumas situações.
A regra 18. Jogador que comemora o gol é punido com amarelo.
Já acho exagerado punir a festa do jogador que num rompante de grande emoção arranca a camisa, dança com a torcida, faz brincadeiras e tudo mais.
Sei que é a regra, mas é exagero. É igualar uma coisa bonita a falta mais feia de um zagueiro truculento.
Esse é o momento da festa do futebol, equivale a um orgasmo com a mulher que a gente ama e aí vem um chato e levanta o cartão amarelo da moralidade, mas permite porrada de tudo quanto é lado e aceita a violência explicita dos numerosos brucutus que só sabem correr e pouco acrescentam para o espetáculo.

Romarinho (foto) e Neymar levaram amarelo no fim de semana porque comemoram simplesmente os gols que marcaram. Nada demais, só isso.
Aqui em São Paulo a burrice dita com todas as letras é que Romarinho comemorou o gol em frente a torcida do Palmeiras.
Só que 90% do estádio eram de palmeirenses. Ele comemorou do jeito dele e com o direito que o esporte dá ao goleador. Não fez nada demais.
O que queriam? Que pedisse desculpa por fazer um gol num time que corre sério risco de rebaixamento?

Quartarollo:  http://blog.jovempan.uol.com.br/quartarollo/regra-18-decreta-fim-da-comemoracao-do-gol/

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Neymar não é PIPOQUEIRO

Neymar foi chamado de “pipoqueiro” durante o jogo entre Brasil e África do Sul. O jogador foi vítima de uma grande injustiça.
Convencionou-se chamar de “pipoqueiro” o jogador covarde. Neymar não é.
Genial, craque, exuberante, espetacular, simulador, provocador, irreverente, menos medroso.
É verdade que em muitos jogos, importantes ou não, ele não tem jogado bem. Tem sido quase comum. Mas nunca se acovardou.
O Morumbi foi palco de uma grande injustiça. É nessa hora que os “conselheiros” de Neymar precisam entrar em ação. Dizem que ele tem um grande “staff”. Neymar não é mais um menino como alguns insistem em dizer, mas é um jovem que precisa ouvir uma boa conversa.
Uma conversa que provoque reflexão.
De cara precisa ouvir que é melhor sofrer injustiça que praticá-la. E injustiça cometida contra alguem é uma ameaça que se faz a todos.
E deve saber - com humildade - que quase todos que o chamaram de “pipoqueiro” estavam  escondidos no anonimato.
Ao cruzar com ele num shopping, serão os primeiros a pedir autógrafos e fotografá-lo. Às vezes é melhor ser enganado do não confiar.
O pessoal que o xingou adoraria vê-lo jogando pelo seu time.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Torcedor Sadio

Amigo querido de família está no hospital há dias tentando descobrir o mal que o aflige e o debilita. O médico corintianíssimo entende que é o Palmeiras que o está deixando mais doente que o fato de há décadas ser um palmeirense doente.

Ele está na cama esperando a coagulação do sangue melhorar para fazer vários exames. Não pode começar um enquanto não sair o resultado do outro. Alguns médicos divergem dos métodos e das possíveis causas do mal estar geral.

Mas todos entendem que é preciso uma intervenção rápida.

Parece o time dele. Doente da cabeça e do pé há meses. Teve uma melhora milagrosa na Copa do Brasil, quando superou todos os males, malas e mazelas e ganhou o caneco de modo invicto. Mas, como alguns remédios amargos que nosso amigo tomos nos últimos meses, acabou encobrindo outros problemas que estavam no organismo.

Dores que explodiram e lancinaram todo o organismo, prostrando na cama e preocupando quem o ama. Como gigante que é, sabemos que vai tirar de letra. Como temos certeza que o time dele também vai sair dessa. Ainda que seja por milagre.

De que jeito, não sabemos. Até os que sabem desconhecem. Tem um cisto aqui, uma defesa mal posicionada lá. Tem uns índices que não batem bem, assim como muitos que não batem bem na bola. Tem um sangue com problemas como alguns (poucos) parecem não ter sangue no time dele. Tem a ansiedade por querer melhorar que, por tabela, cria dores e não traz soluções.

Nosso amigo precisa de paciência e carinho e cuidados. Como estão fazendo os que o amam.

O time do nosso amigo precisa o mesmo. Na arquibancada do Pacaembu não apenas contra o Sport. Contra todos os times e todos dos jogos na difícil recuperação no BR-12. Mas ainda possível. Como será a recuperação do nosso amigo. Que só não vai quinta-feira ao Pacaembu gritar Palmeiras por que está na cama.

Quem não está na cama que vá ao estádio gritar por ele e por quem estará ao lado dele.

Vá berrar Palmeiras sem cornetar o time, o treinador, a comissão técnica, o elenco, a diretoria, a oposição, os adversários, a bola, o futebol.

Pode amaldiçoar muita coisa e muitos causos e coisos que jogaram pelo Palmeiras ou jogaram o time nesse poço com fundo.

Mas, quando a bola rolar, é hora de torcer, apoiar, rezar. É hora de fazer o que você faz por pessoas queridas que sofrem. Doentes por doença. Como os torcedores são doentes-sãos pela benção de terem um time para torcer. E cuidar em nome dos incautos.