terça-feira, 24 de julho de 2012

Talento para Inglês ver.

Um é especulação, outro é informação, e o outro é fato consumado. Oscar vai assinar com o Chelsea na sexta-feira, está em todos os sites. Alex Ferguson admite interesse do Manchester United em Lucas mas nega acordo. E Ganso, ele mesmo, é cotado na rota do Arsenal.

A oferta pelo são-paulino seria de € 33 milhões. A pelo colorado gira em torno de € 32 milhões. E a pelo santista (esse mais no campo do especulação do que qualquer outra coisa) poderia chegar a € 30 milhões.

Insisto: a única transação aparentemente concretizada é a de Oscar. Lucas e, mais ainda Ganso, não têm, em princípio, nada solidificado. Contudo, caso as três transferências se confirmem, a Premier League seria mais verde e amarela do que nunca (não sei se em quantidade de atletas, mas com certeza em talento).



Entre eles, talvez quem poderia ter mais dificuldades de se adaptar ao futebol inglês seria Paulo Henrique Ganso. Como disse Oscar em entrevista coletiva nesta semana, "Eu não digo que sou o camisa 10 clássico, mas um moderno. Hoje você tem que marcar, não pode parar de correr um minuto." Convenhamos, Ganso não se destaca pela sua participação sem a bola. No entanto ele pode, e deve, mudar.

Claro que é muito prematuro projetar as equipes, primeiro porque as trocas entre os clubes não foram feitas ou sequer cogitadas (Ganso, por exemplo), e segundo porque os elencos não estão fechados, a janela europeia só se fecha no final de agosto. Mas só para não perder o gancho, no habitual 4-2-3-1 de Arsène Wenger, o camisa 10 do Peixe entraria na dele, a faixa central, entre os ponteiros Walcott e Arshavin (ou Rosicky).

Já o 7 do São Paulo ocuparia, ou melhor, brigaria pela vaga do flanco direito do provável, ou possível, 4-4-1-1 do United 2012/2013. Com Rooney na referência e Kagawa mais atrás, Lucas teria tudo para ser o right-winger, com Nani ou Young (e Valencia?) na outra beirada, e Carrick e Scholes (Giggs, Anderson?) por dentro. Ferguson pode também jogar no 4-4-2 com Rooney e Welbeck/Chicharito no setor ofensvio, mas indepentende disso, a disputa do brasileiro seria pela extrema direita, com totais condições de sucesso.

Quanto a Oscar, o único que sabemos estar de fato indo para o Chelsea, Di Matteo deve escalá-lo, caso seja titular (tem bola para isso), assim como Ganso no Arsenal, pela faixa central do 4-2-3-1 azul. Se Mikel e Lampard forem mesmo os volantes, a exemplo da temporada passada, a alternativa mais previsível é Ramires na direita, Mata na esquerda e Torres na frente. Todavia há Hazard, 21 anos, grande reforço vindo do Lille. São, portanto, em tese, três vagas para quatro ou cinco candidatos.

Reconhecida pela maioria da crônica esportiva como o principal campeonato nacional do planeta, a Premier League podeira ficar ainda mais atrativa, ao menos para nós brasileiros, com as chegadas das principais joias do nosso futebol (depois de Neymar). Obviamente o Brasil (o país) iria perder com isso. Em contrapartida o Brasil (a seleção) iria ganhar, além dos próprios jogadores e suas naturais evoluções.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Oscar é o Ganso que deu certo

Você acreditaria se eu dissesse há um ano que hoje Oscar seria titular da camisa 10 do Brasil e Paulo Henrique Ganso o seu reserva?
Você acreditaria se eu dissesse que Oscar iria jogar no futebol inglês e Ganso ainda estaria brigando para sair do Santos?
Oscar bateu de frente com o São Paulo, arranjou uma confusão jurídica, conseguiu contornar a situação, foi para o Inter, de Porto Alegre, em troca de 15 milhões de reais e agora está sendo revendido para o futebol inglês por 80 milhões de reais.
Deu um lucro de 65 milhões aos seus investidores e é titular da Seleção Brasileira.
Vai ganhar os tubos e ainda disputar um dos melhores e mais organizados campeonatos do mundo.
Terá a chance de ser campeão mundial de clubes no fim do ano no Japão defendendo o atual campeão europeu, Chelsea.
Deve jogar num meio-campo que tem os ótimos Lampard e Ramires.
Era tudo o que Paulo Henrique Gaso sonhava e não conseguiu.
Que coisa, não? Como é a vida.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Uma homenagem do Blog Futebol é Coisa Séria a todos os torcedores do Palmeiras.

 

Há doze anos sem uma conquista no cenário nacional, o Palmeiras se sagrou campeão do segundo torneio mais importante do país, se tornou campeão invicto da Copa do Brasil.
Com um time muito aguerrido e aplicado taticamente, lutou contra tudo e contra todos, fazendo juro ao seu hino. Assim a torcida pode e cantar e vibrar porque o Palmeiras é CAMPEÃO.
E para homenagear essa conquista o Blog Futebol é Coisa Séria fez um pequeno vídeo lembrando momentos da Final como fotos, hino na guitarra e narração do Gol do título, com o locutor da Jovem Pan Nilson César.
Parabéns a todos o PALMEIRENSES.



Palmeiras, nossa vida é você – Onze vezes campeão nacional

Quiseram diminuir o Palmeiras. Fora e dentro do clube. Quiseram demitir Felipão. Fora, dentro, e nas redações. Quiseram minar o grupo com bombas de efeito retardado. Quiseram. Mas não conseguiram. Querer não é poder quando se tem a força de um Palmeiras.
O Palestra é enorme. Maior que os próprios erros. Muito maior que as limitações de banco e de campo. Infinitamente superior aos que acham que o futebol é uma ciência exata. Ou, em alguns casos, uma paixão clubista imprecisa. Gente que acha que o Palmeiras se apequena tem miopia histórica. Gigantes tropeçam. Caem para aprender a se levantar. O clube e o time e a diretoria e a comissão técnica erraram demais nos últimos tristes tempos. Mas nem eles conseguem diminuir paixão tão forte como a que o levou além das limitações.
O Palmeiras foi grande na Copa do Brasil 2012. Foi Palmeiras. Superou na decisão um Coritiba que pintava como favorito, e até foi melhor na primeira partida, em Barueri – mas perdeu por 2 a 0, na única chance palmeirense na primeira etapa, e, no segundo tempo, na bola parada dinâmica de Marcos Assunção. O Coxa não conseguiu reverter a desvantagem na finalíssima e foi um bravo bivice-campeão da Copa. Perdendo a decisão para um ainda mais bravo bicampeão: o Palmeiras de Felipão. Campeão em 1998 com uma Via Láctea armada pela Parmalat, que daria o passaporte para a Libertadores enfim conquistada em 1999; bicampeão invicto do torneio com um Palmeiras de vacas magras e elenco enxuto. Mas vencedor. Como o clube.
Palmeiras que reconstrói o Palestra e, por ainda estar sem casa, é um time errante e que erra demais. Muitas vezes tem se perdido. Mas se encontra no palmeirense que o acolhe. Ajudando a reencontrar o caminho que ninguém conheceu melhor no século passado. Verdão que estreou em 2012 vencendo duas vezes o Coruripe, mandando o segundo jogo em Jundiaí, em mais um lar de aluguel, onde o time se sentiu em casa pelo palmeirense que não escolhe lugar. Na fase seguinte, com dois gols de Leandro Amaro, eliminou o Horizonte, no Ceará, por 3 a 1, cancelando a volta. Nas oitavas, ganhou bem do Paraná por 2 a 1, em Curitiba, e goleou por 4 a 0, em Barueri. Nas quartas-de-final foi prejudicado pela arbitragem contra o Atlético, no Paraná, no empate por dois gols. Em Barueri, convincente vitória por 2 a 0 sacramentou classificação para as semifinais.
O Grêmio parecia favorito contra um Palmeiras que começara mal o BR-12 depois de um pífio final de Paulistão. Mas dois gols nos últimos minutos de Mazinho e Barcos em Porto Alegre deixaram o Verdão em ótima condição para decidir em Barueri. Numa partida em que muitos não conseguiram chegar ao estádio, de tanta gente que não tinha mesmo cabimento no pequeno estádio para tamanha paixão, o Palmeiras superou a violência do rival para empatar por 1 a 1 e voltar a uma decisão nacional.
Superando as desconfianças internas e externas como grande que é. Passando do céu ao inferno como Valdivia, que fazia tudo até se perder por nada. Enorme como foi Bruno, da Academia de goleiros palmeirenses. Eficiente como a dupla de zaga protegida por Henrique, testa quente como o coração no Alto da Glória. Letal como a bola parada de mais um Marcos que garantiu a Assunção verde. Decisivo como mais um Mazinho campeão palmeirense. Histórico como um Betinho que só acertou uma bola. A do título. Invicto.
Palmeiras que sofreu com joelho operado de Wesley, com apendicite de Barcos, com tornozelo torcido de Maikon Leite, com Luan se arrastando nos 20 finais, com Henrique superando tudo. Vários nomes muito comuns e ainda mais próprios reescreveram com sangue, dor e amor a história do Palmeiras duas vezes campeão da Copa do Brasil, oito vezes campeão brasileiro, primeiro campeão da Copa dos Campeões.

Não foi por acaso. Sim por ser Palmeiras.

Fonte Mauro Beting:  http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/2012/07/12/palmeiras-nossa-vida-e-voce-onze-vezes-campeao-nacional/

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Título mordido

Não é brilhante esse campeão da América, o Corinthians. Mas, é um time. Um conjunto montado com paciência, com tranquilidade, com inteligência. Não era fácil, a princípio, identificar o estilo Corinthians, numa equipe pragmática, calma e até fria, em alguns momentos. Não foram poucos os momentos de crítica ao treinador Tite. Porém, o respaldo da diretoria e a convicção de que se trabalhava corretamente, fez com que o caminhada seguisse, até chegar ao momento mágico do título contra o Boca Juniors. Um título invicto e contra um grande papão de brasileiros. Não poderia ser melhor. E jogar no Pacaembú, outra mostra de personalidade, abdicando do Morumbi, deu um prazer ainda maior aos torcedores. O, antes, bagunçado Corinthians, mudou. Hoje ganha mais dinheiro que os outros, dita as normas no futebol e , dentro da normalidade, repetirá muitas vezes a noite gloriosa da conquista dessa primeira Libertadores. Teve de tudo. De talismã, Romarinho, ao “malandro” Emerson, que fez com os argentinos, tudo aquilo, que eles estão acostumados a fazer, em finais, com brasileiros. A mordida na mão do zagueiro Caruzzo, que quase endoidou com ele, simbolizou a maneira como esse grupo vinha encarando a competição. Tinha que ser dessa vez. Nem que fosse a dentadas.

Fonte Blog do Flávio Prado: http://www.gazetaesportiva.net/blogs/flavioprado/2012/07/05/titulo-mordido/

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Futebol e a Tecnologia


Há algum tempo se comenta a introdução dos recursos tecnológicos nos campos de futebol. É verídico que o número de câmeras utilizadas na transmissão de uma partida de futebol, tem demonstrado que os erros dos árbitros decidem muitos resultados. O fato é que a FIFA demonstra certa resistência ao emprego de tais recursos eletrônicos.
Defende-se muito o uso do chip na bola, como também o replay para tirar algumas dúvidas, recurso que já é utilizado na NBA e no tênis. Agora fica a pergunta: a utilização do replay não atrapalharia a dinâmica do jogo? Com as interrupções, o jogo não ficaria muito monótono?
Já o uso do chip na bola, apenas para identificar se foi ou não gol seria importante. Defendo sim o uso de tal recurso, agora de maneira universal. Se a FIFA liberar a utilização do chip, todos os jogos devem utilizá-lo. Fazer o uso apenas nos principais campeonatos, deixando de fora a terceira divisão do campeonato da Angola, seria criar uma categoria diferente dentro do mesmo esporte.
Vou fazer uma confissão, adoro os erros de arbitragem. Quando o seu time ganha, fazendo um gol no último minuto, de forma irregular ou com um erro do árbitro. É muito melhor que uma goleada. Cria-se uma polêmica, a imprensa adora e é por isso que o futebol é tão apaixonante e maravilhoso. 

Tema sugerido por Sérgio Libanori.