quinta-feira, 24 de abril de 2014

Luciano do Valle

Trabalhei com Luciano do Valle em duas oportunidades. Primeiro na Tv Record, por volta de 1984 e depois como funcionário dele na Tv Bandeirantes. Sempre me tratou muito bem. No começo achou que eu poderia acompanhá-lo nas jornadas históricas de vôlei. Sai da parada. Tinha gente muito melhor para a função, no caso, Ely Coimbra. Depois fui para a equipe do Show do Esporte e ,de repórter, passei a comentar jogos para a Rede e depois do Campeonato Italiano. Foi um divisor de águas na minha carreira profissional.
Quando sai para a Jovem Pan tinha outra cabeça e outras pretensões. Depois da Copa de 1990, onde trabalhamos juntos, cada um foi para o seu lado, porém nossos encontros eram sempre festivos. Fica, da minha parte, um enorme respeito. Mesmo quando ele criticou uma postura minha, num evento em Recife, jamais respondi. Isso chama-se respeito. Ele ajudou muita gente no meio. Deu muitos empregos, criou bastante. O esporte no Céu ficará mais inventivo.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Ituano, algoz dos “grandes”

O Ituano acabou ganhando o título paulista, embora não o fizesse com o escore de 0-0 com o qual eu achava que se concluiria o jogo final, e tivesse que ir para a loteria dos penais para levar para casa o troféu.  Uma conquista merecida, aliás, pois nos dois jogos o Ituano foi melhor, sofreu com a marcação de dois penais (um em cada jogo) irregulares e nem por isso se desesperou.
Por outro lado, se formos examinar a campanha do Ituano, veremos que todos os grandes sofreram com ele: primeiro foi o Corinthians, a ficar atrás no grupo, depois coube ao São Paulo ser eliminado, seguido pelo Palmeiras e agora pelo Santos.  Em que pese a ausência de grandes nomes, este time, muito bem armado pelo Doriva, conseguiu aquilo que, quando teve início o campeonato, parecia impossível.  Pois o regulamento sinalizava claramente para a classificação dos quatro grandes para as semifinais e, com isso, proporcionar grandes audiências às televisões.  Que tiveram que se contentar com jogos de equipes de menor poder de atração popular e, consequentemente, provocando menores índices de audiência, fator determinante para a fixação das receitas publicitárias.
Deixando este aspecto financeiro de lado, cabe repensar o rótulo de “grandes”, dado a clubes que certamente o são mas que neste momento não possuem times à altura de sua fama. E, assim sendo, dar um pouco mais de crédito – se não quisermos falar em respeito – aos clubes do interior.

Fonte: Carsughi

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A Moça dos Milhões

Ela era apenas mais uma pessoa circulando entre tantas, naquela tarde de domingo, de começo de dezembro, no Aeroporto do Galeão. Andava de um lado para o outro, fazia ligações e demonstrava tédio com o que ouvia. Uma televisão ligada a atraiu. Perguntou a um dos que assistiam, indiferente, que jogo era aquele e mostrou decepção com a resposta. Voltou a ligar. Passava das 16 horas e ela agora estava no balcão de embarque, perguntando com que antecedência poderia fazer o check in. O voo para Montevidéu sairia pouco depois da 18 hs. Ela deu mais uma volta, ajeitou os óculos escuros, retocou discretamente a maquiagem, como convém a uma executiva de ponta, fazendo, mesmo que no domingo, um trabalho estratégico. O investimento em marketing de 2014 da sua importante empresa, parecia depender daquela viagem. Voltou a olhar para o telefone. Ligou para alguém demonstrando tensão, especialmente quando falava em números. “20 milhões”, confirmava  ela. E com a resposta positiva, mesmo meneando a cabeça seguia esperando a ordem de embarque. Passava das 5 da tarde. Ela pedia paciência ao pessoal da empresa aérea que sorria, lembrando que o voo estava quase vazio. Aí o telefone tocou. O rosto da moça ficou vermelho. Ela estava claramente nervosa. Anotou um nome. Depois mais um. Não parava de escrever. Foram mais de dez anotações com as devidas confirmações. Checou tudo outra vez, guardou na bolsa, que ficou presa embaixo do braço, como se quisesse esconder, lá dentro, o segredo de vida ou morte que levava consigo. Foi ao balcão de embarque. Passagem executiva, mesmo que para uma viagem tão curta. No momento que ela entrou no avião e sentou-se  aliviada, as pessoas, que viam aquele jogo na tevê do saguão, faziam comentários em altos brados. Acabara o Campeonato Brasileiro. Eles, como botafoguenses, sorriam pela volta à Libertadores. Nas redações dos jornais as teclas batiam fortes criticando vexames de outras equipes cariocas. A executiva era servida de champanhe. O comandante pedia que se desligassem todos os aparelhos eletrônicos. Ela ainda teve tempo de rechecar a missão, enquanto ouvia a informação de que o tempo de voo até Montevidéu seria de duas horas e cinco minutos. Lá embaixo saiam os primeiros jornais esportivos. Lá no alto a moça sorria maliciosamente, enquanto ordenava melhor os nomes, que anotara as pressas.
OBS: Essa é uma história de ficção. Acabei de fazer um curso para escrever romances e com a devida licença dos leitores, estou usando esse espaço para ver se aprendi algo.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Rivellino melhor que Messi !

rivelino-x-messi
Roberto Rivellino foi melhor que Lionel Messi.  Quem diz isso, com todas as letras, é a FIFA em sua revista “Fifa Weekly”, ao publicar a lista dos 10 melhores jogadores que envergaram, ou ainda envergam, a famosa camisa 10.
O melhor de todos, como se esperava é Pelé, definido pela FIFA como “três vezes campeão mundial, melhor jogador do vigésimo século e emblema da número 10″.  Atrás do brasileiro, também sem causar qualquer surpresa, é colocado Maradona “que fazia mágicas com os pés e marcou gol com a mão de Deus”, numa definição que, em minha opinião, dá uma pequena estilingada no craque argentino por seu famoso gol com a mão.
A seguir aparecem três europeus, pela ordem Zinedine Zidane, Ferenc Puskas e Michel Platini. De Zidane a revista diz que “graças a seu extraordinário talento levou a França ao cume do Mundo e da Europa”, enquanto de Puskas é lembrado seu papel de “maestro da mágica seleção da Hungria e o temor que os adversários tinham de seus mortais chutes com o pé esquerdo” e Platini é chamado de “Le Roi” (o rei, em português).
Em sexto lugar aparece nosso velho conhecido Roberto Rivellino, denominado “patada atômica” pela excepcional potência de seu chute e lembrado também por ter integrado a inesquecível seleção brasileira campeã mundial em 1970 no México.  Atrás dele, fica o único jogador ainda em atividade, o argentino Lionel Messi, de quem é lembrado o desejo de tornar-se o maior de todas as épocas.  Mas, ao menos por ora, Rivellino está à sua frente.
Fechando a lista aparecem o alemão Lothar Matthaus, o italiano Roberto Baggio e, empatados em décimo lugar, o romeno Gheorghe Hagi e Mario Kempes.
pele-x-maradona
Pode parecer curioso terem ficado de fora desta lista jogadores como Ronaldinho,  Ronaldo, Di Stefano, Crujiff e Keegan.  A única explicação plausível é que a Fifa se baseou apenas em jogadores que sempre usaram a camisa 10, discriminação que vale para Di Stefano (usava a 9), Crujiff (a 14) e Keegan (a 7), mas não para Ronaldinho e, em parte, também para Ronaldo (na Inter, por exemplo, atuava com a 10).  De qualquer forma, esta classificação da FIFA vai provocar muitas polêmicas, quanto a isto não tenho dúvida alguma. E vocês, amigos leitores, o que acharam ?

terça-feira, 18 de março de 2014

O Sonho

Tive um sonho bem estranho dias desses. Incrível como a gente sonha com coisas do trabalho. Meu sonho era sobre futebol. Mais especificamente uma semana decisiva. Envolvia dois times. Um pobre, enrolado, mas sem problemas naquela competição. Outro grandão, campeão, só que a beira do abismo. O pobretão já fizera a sua parte. Não iria cair. O outro estava vendo que as coisas desabariam. O que fazer ? Como num filme de espionagem e máfia, as conversas começaram de todos os lados. Um plano incrível foi concebido, com autorização até dos superiores, para que o grandão ficasse onde estava. Mas alguém tinha que sair. Um gênio do mal pensou numa situação maluca. O time enrolado teria que perder mais pontos do que a regra admite num jogo, para salvar o outro. Coisa de doido, só em sonho mesmo.
É mas em sonho e filme tudo vale. O poderoso chefão apareceu no meu sonho, naquela noite intranquila e disse que faria a parte dele se lhe dessem chances. Insinuou até, que se pode perder mais que 3 pontos numa partida de futebol, em determinados e específicos casos. E ensinou a possibilidade. Que dava, dava, mas precisava de muita grana e muita gente para fechar o esquemão. Aí veio um problema extra. Na verdade o grandalhão, no momento, vivia só de aparências. Estava duro, sem dinheiro, como todos os seus demais companheiros dos anos áureos. Restavam apenas as fortes  influências. Amigos ricos não faltavam e um deles gritou : “dinheiro não é problema. Até porque se você ficar bem, eu também fico”.
Conversaram com o time pobretão.  Sentiram que o pessoal de  lá topava qualquer negócio. Só exigiam sigilo. E o plano mirabolante foi colocado em prática. Deu tudo certo. O pobre voltou para baixo e o time das boas amizades safou-se. O que eles não esperavam é que a polícia entraria no meio. Mas, ela veio com tudo. Vasculhou e achou grandes buracos no “crime perfeito”, que passava até por remessas de dinheiro do exterior e para o exterior. E a polícia foi chegando, chegando, chegando. E aí eu acordei. Antes que vocês me perguntem se os criminosos foram punidos, eu lamento não poder responder. Acordei na hora errada. Tentei dormir e voltar ao ponto que estava e não consegui. Nunca saberei o fim dessa história. Fosse num filme e daria para ver de novo. Sonho não. Sonho é sonho e acordei na hora errada. Saco. Tem horas que o despertador não deveria funcionar.
ATENÇÃO: Esse é só um sonho. Qualquer semelhança é mera coincidência, tá ?