quinta-feira, 23 de abril de 2015

Real, 1 a 0. Ainda bem.

AFP
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Os devotos de São Simeone dirão que ele, com seu modesto time, e por força de seus milagres,  fez o poderoso Real sangrar até o último minuto em mais de três horas de disputa pelas quartas-de-final da Liga dos Campeões.
Nem o Atlético de Madri é tão modesto assim, nem há milagres embutidos na deslavada retranca que Simeone implantou no seu time, tanto no jogo de ida como neste da volta, em Santiago Bernabéu, vencido com um gol arrancado a fórceps por Chicharito Hernandez, em esperta trama entre James Rodriguez e Cristiano Ronaldo.
Foi o jogo de uma nota só: o Real atacando e o Atlético se defendendo, o tempo todo. E assim seria numa eventual prorrogação, e, tenho cá minhas dúvidas, se, na cobrança de pênaltis, os atleticanos não escalassem dois goleiros.
E olhe que o Real entrou em campo desfalcado de quatro titulares essenciais – Marcelo, suspenso, Benzema, Bale e Modric, lesionados; portanto, 40 por cento de seus jogadores de linha, praticamente meio time.
E, por decisão equivocada de seu técnico, o zagueiro Sérgio Ramos foi escalado no meio de campo, no lugar de Modric, o que reduziu a capacidade de criação e infiltração do seu time diante de uma muralha vermelha e branca. E assim foi até o apito final, mesmo podendo recorrer ao menino Jessé, mais ágil e hábil na tentativa de abrir o ferrolho inimigo.
Mas, enfim, deu Real, o que é menos mal para o futebol representado nas semifinais também por Bayern, Barça e Juventus, que empatou com o Monaco, no Principado, por 0 a 0, único remanescente do catenaccio (cadeado) nessa fase decisiva da Liga dos Campeões da Europa. Mas, um catenaccio light, diria. Ainda bem.

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