
Como já era previsto a primeira instância do Tribunal de Justiça da Federação Paulista de Futebol puniu o atacante palmeirense Dudu com a pena mínima de seis meses pela agressão ao árbitro Guilherme Ceretta de Lima na final do Paulistão-15.
Difícil saber se o pleno do mesmo Tribunal manterá a pena quando julgar o recurso interposto pelo departamento jurídico do clube. A desconfiança é grande de que a pena será reduzida escrachadamente, sempre com justificativas esdruxulas.
O provérbio popular de que “da cabeça de juiz e de bumbum de neném nunca se sabe o que vai sair” tem muito a ver com as sentenças incoerentes que a Justiça Desportiva continua proferindo no Brasil. O próprio Dudu acabou sendo absolvido pelas ofensas que dirigiu ao árbitro após ser expulso e de te-lo agredido. Como pode ter sido absolvido de tudo o que ele falou?
Pela agressão ao santista Geuvânio, atitude que provocou sua expulsão e ira, o atleta do Palmeiras foi punido com um jogo apenas. Incoerência ou não? Assim pensam nossos auditores da Justiça Desportiva. Nem sempre uma boa defesa absolve ou uma péssima defesa condena. É mole?
Viram só o que a Comissão Disciplinar da Conmebol decidiu no episódio envolvendo Boca Juniors x River Plate? Eliminar o Boca da referida competição era o mínimo que se esperava, até pelo próprio indiciado, mesmo que esteja recorrendo com a intenção de jogar os 45 minutos restantes do jogo que foi encerrado com o placar de 0 a 0, empate que classifica o rival River.
Para a entidade que comanda o futebol em nosso continente a multa de 200 mil dólares é muito mais importantes do que excluir o Boca apenas desta Libertadores e fazê-lo jogar quatro jogos como mandante sem torcida e mais quatro jogos como visitante também sem teus torcedores.
Pelas imagens que rodaram o mundo e chegaram na FIFA, a punição imposta ao clube argentino é muito branda. Tanto é que já está circulando no noticiário esportivo europeu que a Conmbebol perderá uma vaga de classificação para a Copa do Mundo.
A FIFA, já há algum tempo, vem sendo pressionada para que o quinto colocado nas eliminatórias sulamericanas não dispute a repescagem contra o representante da oceânia. Politicamente, uma redistribuição de vagas vai ser benéfica para Blatter se manter no poder por mais alguns anos.
Parece que, sem Ricardo Teixeira, morto politicamente (?) e sem Julio Grodoña, falecido, atrapalhando seus planos o atual mandatário está tratando nosso continente de acordo com a competência que a Conmebol tem demonstrado na organização dos seus campeonatos.
Fonte: Blog do Godoi
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