
Em virtude da repercussão da entrevista que concedi ao meu querido Menon, na UOL, permita-me o amigo esclarecer alguns pontos que podem ter ficado flutuando na imaginação do leitor.
Antes de mais nada, a respeito de minha saída do Sportv, devo enfatizar que o Galvão Bueno nada, rigorosamente nada, teve a ver com minha decisão. Ao contrário, tanto ele quanto o Marquinho Mora, diretor da Globo em São Paulo, que me levaram para o Bem, Amigos sempre foram parceiros de todas as horas, assim como o Ingo, o Cereto, o Roger e toda a turma com quem dividi participações, inclusive no extinto Arena. Por eles, tenho todo o carinho, respeito e agradecimentos pela forma companheira com que me trataram nesses últimos dez anos de atividade naquela casa.
Quero esclarecer também que não guardo mágoas ou rancores de ninguém lá. Falo de coração aberto. Pois, entre outras lições do meu velho pai, guardei uma que sigo à risca: rancor dá câncer. Um ou outro, ainda passa. Mas, só.
Já vivi o suficiente para saber que as coisas são assim mesmo: ora, as fadas te embalam; ora, os demônios te tocam. Não há vilões, nem heróis.
Na verdade, se o amigo me perguntar quem não gostava de mim ou de meus serviços lá, sou incapaz de responder. Pra mim, trata-se de uma sombra pairando lá no alto.
Na verdade, nem funcionário da emissora era. Prestava serviços, recebendo um dinheirinho por participações nos programas.
E estava bem, até me sentir incomodado o suficiente pra tirar o time de campo. Nada dramático, sem um pingo de épico gesto ou coisa do gênero. Apenas troquei de camisa, como faço todos os dias, ao longo dos mais de cinquenta anos que exerço a profissão de jornalista em todos os níveis e funções, dos mais modestos aos mais ilustres.
Aqui entre nós, se há algo que lamento mais profundamente é deixar de participar daqueles jantares parceiros e intermináveis no Lellis, às segundas-feiras, depois do Bem, Amigos. De resto, é vida que segue, como diria o velho Guima, enquanto ainda houver.
Fonte: Alberto Helena
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